Glossário
Glossário financeiro para clínicas
- Antecipação de recebíveis
Receber hoje valores de vendas no cartão que só seriam pagos no futuro, pagando uma taxa à adquirente ou ao banco. Útil em apertos pontuais; cara quando vira hábito.
- BPO Financeiro
Terceirização da rotina financeira de uma empresa (contas a pagar e a receber, conciliação, relatórios) para uma equipe especializada. A empresa continua decidindo e aprovando.
- Centro de custo
Divisão usada para separar receitas e despesas por unidade, especialidade ou área, permitindo ver o resultado de cada parte da empresa.
- Conciliação bancária
Conferência de cada movimento do extrato bancário com o lançamento correspondente no sistema financeiro. É o que garante que os relatórios reflitam o dinheiro real.
- Contas a pagar
Rotina de registrar, programar e pagar as obrigações da empresa: fornecedores, aluguel, folha, impostos, repasses.
- Contas a receber
Rotina de registrar e acompanhar os valores que a empresa tem a receber — de pacientes, convênios e adquirentes de cartão — até a entrada efetiva na conta.
- DMED
Declaração de Serviços Médicos e de Saúde, entregue à Receita Federal por pessoas jurídicas (e equiparadas) prestadoras de serviços de saúde, informando os pagamentos recebidos de pessoas físicas. É feita com o contador.
- DRE gerencial
Demonstração do Resultado montada para uso interno: mostra receita, deduções, custos e resultado do mês com o detalhe necessário para o dono decidir.
- Fluxo de caixa
Registro e projeção das entradas e saídas de dinheiro nas datas em que realmente acontecem. Responde se haverá dinheiro para pagar as contas nas próximas semanas.
- Glosa
Recusa, total ou parcial, do pagamento de um item faturado a uma operadora de plano de saúde. Pode ser administrativa, técnica ou linear.
- Índice de glosa
Valor glosado dividido pelo valor faturado, por período e por operadora. Mostra quanto do faturamento de convênio não chega ao caixa.
- Margem de contribuição
Quanto sobra da receita depois dos custos que variam com o atendimento (repasses, taxas, impostos, glosas, insumos). É o valor disponível para pagar os custos fixos e gerar lucro.
- MDR (taxa de desconto do cartão)
Percentual cobrado pela adquirente sobre cada venda no cartão. Varia por bandeira, modalidade (débito, crédito à vista, parcelado) e contrato.
- Padrão TISS
Padrão obrigatório definido pela ANS para a troca de informações entre operadoras de planos de saúde e prestadores, incluindo guias de faturamento e demonstrativos de pagamento.
- Ponto de equilíbrio
Faturamento mínimo para cobrir todos os custos, sem lucro nem prejuízo. Calcula-se dividindo os custos fixos pela margem de contribuição percentual.
- Prazo médio de recebimento
Número médio de dias entre o atendimento e a entrada do dinheiro na conta. Em clínicas com convênio, costuma ser o principal fator de aperto de caixa.
- Pró-labore
Remuneração mensal dos sócios pelo trabalho na empresa, com incidência de contribuição previdenciária e imposto de renda conforme a legislação. Diferente da distribuição de lucros. Definido com o contador.
- Receita Saúde
Recibo eletrônico emitido pelo aplicativo da Receita Federal, obrigatório desde 1º de janeiro de 2025 para profissionais de saúde que atendem como pessoa física (IN RFB nº 2.240/2024).
- Regime de caixa x competência
Caixa registra receitas e despesas quando o dinheiro entra ou sai; competência, quando o fato acontece (o atendimento, a compra). A DRE gerencial costuma usar competência; o fluxo de caixa, caixa.
- Repasse
Parte da receita de um atendimento transferida ao profissional que o realizou, conforme regra combinada (percentual sobre bruto ou líquido, valor fixo, aluguel de sala).
Entender os termos é o primeiro passo. Ter os números é o segundo.
Se você quer ver esses conceitos aplicados à sua clínica, a conversa de diagnóstico é o caminho.